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Todos os sons de Eduardo e Roberto Taufic

Nesse ano, o Duo Taufic lança o seu terceiro trabalho: "Todas as Cores". Nada melhor que Eduardo (piano) e Roberto (guitarra) nos falem sobre esse grande trabalho que eles acabaram de criar dentro do cenário da música instrumental brasileira.

Eduardo Taufic, Roberto Taufic e Duo.

04/11/2015 - Wilson Garzon

Wilson Garzon - Dois anos depois de 'Bate Rebate', o Duo lança 'Todas as Cores'. Há um conceito novo em cima desse novo CD?
Eduardo Taufic - O novo cd, “Todas As Cores”, foi gravado inesperadamente! Durante uma turnê na Europa, o Duo recebeu um convite para colaborar com a gravação de um artista local, e tivemos a oportunidade de dispor de dois dias de estúdio para utilizarmos à nossa maneira. Então, como já estávamos no pique de tocar e também escrevendo novas músicas, decidimos gravar o novo álbum.

Contudo, o conceito de sonoridade, harmonia, espontaneidade e arranjos do Duo, que é bem marcante, continua o mesmo. Acho que a intimidade com as músicas e jogo entre os instrumentos está ainda mais natural. Com o tempo vamos descobrindo outros caminhos. Outra coisa é que nesse cd gravamos 3 músicas de outros autores, o que no “Bate Rebate” não aconteceu.

WG - Das 13 músicas que compõem o repertório do Cd, cinco são suas: conte-nos um pouco sobre o processo de criação de cada uma.
ET - Nesse mesmo período em que fazíamos a turnê nasceram essas músicas. Foi na Itália, na casa de uma amiga que tinha um piano que não estava afinado, mas era o que tinha pra compor no momento, rsrsrsrsr.
Então aí surgiram o "Chorinho Árabe" (inspirado na descendência dos irmãos Taufic, por parte de pai e mãe, onde a melodia com escalas orientais com o suporte do ritmo brasileiro se misturam para dar emoção a esse chorinho. Uma homenagem para o próprio DUO);
Frevando (o frevo faz parte também das nossas raízes nordestinas e senti a necessidade de ter um no cd. Nesse caso a gente tem um frevo sofisticado com uma harmonia bem diferente e com solos jazzísticos a todo vapor!);
"Belo Monte" (foi inspirado nos alpes de Turim, belos demais, que desencadeou um baião suave de uma melodia doce e expressiva); "Todas As Cores" (música em forma de valsa composta de presente para o grande amigo e mestre André Mehmari, uma melodia de pura emoção e que reflete bem os uníssonos e intimidade do DUO); "Carrossel" (Uma melodia que gira em torno de cadencias com melodia um pouco infantil, quem a houve parece estar num carrossel de cores...).

WG - Caro Roberto, gostaria que fizesse o mesmo em relação às suas composições.
RT - Entre as minhas composições escolhidas para o repertório desse Cd gosto de destacar "O mar nos teus olhos", uma balada que tem um grande impacto emotivo sobre o público! Para mim, ou melhor, para o Duo Taufic, essa melodia é um elemento fundamental para criar um elo comunicativo muito forte com o público, envolvendo todos num só coração, como numa partida de futebol! Uma música realmente tocante e de um clima de paz.
As demais foram composições que eu já tinha gravado em versões diferentes, cds diferentes, mas que com o nosso Duo ganhou outra vida. São elas: "Reflexão" (música que compus quando tive saudade do Brasil, pois moro há 25 na Itália); "Baticumbando" (inspirado no samba e em um grupo de latin jazz que eu tive na época); "Maxixando" (fiz em homenagem ao Nordeste brasileiro, seu povo, seus ritmos, originalmente para 2 violões, agora adaptada para violão e piano).

WG - Como foi o processo de compor a dois com Roberto?
ET - Foi bem espontâneo. Na verdade foi a primeira vez que fizemos isso,rsrsrsr. Foi também na casa de nossa amiga onde compus as outras músicas. Enquanto ensaiávamos nos veio uma ideia melódica pequena em ritmo de ciranda, fiz uma parte e Roberto completou com a segunda parte. Depois lapidamos e demos cores e detalhes para a nossa “Ciranda de Sonhos”.

WG - Como foi o processo de escolha dos clássicos "Chega de Saudade", "Upa Neguinho" e "Apanhei-te Cavaquinho"?
ET - Na verdade, já tocávamos essas músicas desde nossos primeiros shows, até mesmo antes de gravarmos o “Bate Rebate”. São arranjos bem peculiares e que tinha uma aceitação explosiva do público e da crítica. Então decidimos registrar essas nossas versões em cd.

WG - Como está sendo a divulgação de "Todas as Cores"?
ET - Estamos indo bem. Primeiro o lançamos oficialmente no primeiro semestre na Europa e Japão (assim como o “Bate Rebate”, o “Todas As Cores” saiu com edição japonesa). Foram mais de 30 shows onde a música brasileira mais uma vez se mostrava diferente em outras partes do mundo. Depois, começamos a divulgar no Brasil, através do nosso site e recebemos muitas críticas maravilhosas. E finalmente a partir de outubro desse ano começamos a fazer os shows no Brasil, passando e a passar por cidades como Fortaleza, João Pessoa, Natal, Maringá, São Paulo, Londrina, São Luiz, Salvador, Recife,...

WG - Como anda a cena do jazz e instrumental brasileiro em Natal?
ET - Muito bem. Os músicos estão cada vez mais levando a sério a questão de fazer música instrumental de qualidade, se preocupando com estética, timbre, melodias, originalidade, e também em ter um material descente para rodar em outras praças. Não são todos, mas uma boa parte, rsrsrsr. Tem surgido vários movimentos e projetos que contemplam essa arte na cidade. O nosso celeiro artístico sempre foi muito autêntico e representativo da cultura do nordeste, com influências diversas da música universal. Me orgulha demais a cena musical em Natal.


YOUTUBE

Todas as Cores - Carrossel
Todas as Cores - Maxixando
Todas as Cores - O mar nos seus olhos
Show de Lançamento - Natal

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