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Igor Prado, Lubambo, Pó de Café e Camilla Inês

Esse mês é dedicada à lavra da música brasileira de qualidade. Primeiro, Igor Prado, o melhor guitarrista de blues no Brasil; da lavra do Mestre LOC, mais um solo do genial violonista / guitarrista Romero Lubambo; de Ribeirão Preto o Quarteto Pó de Café lança seu segundo CD e a cantora pernambucana de alma candanga Camilla Inês nos apresenta a sua saborosa versão do samba.

03/10/2015 - Wilson Garzon

Igor Prado Band - Way Down South (Gustavo Cunha, para o site www.sidneyrezende.com/noticia/255097)

São 15 anos da Igor Prado Band fazendo música da melhor qualidade, um patrimônio musical, a nossa voz do Blues de maior expressão e reconhecimento no exterior sob a liderança do guitarrista Igor Prado, sempre ao lado de seu irmão e baterista Yuri Prado que, juntos, formaram inicialmente a Prado Blues Band, onde mais tarde juntou-se o baixista Rodrigo Mantovani, a base da formação atual.

Celebrando esta jornada musical, a Igor Prado Band apresenta mais um excelente trabalho - Way Down South, lançamento pela Delta Groove Music. O álbum chegou ao Top #1 nas rádios de Blues dos EUA no ranking da Living Blues Chart, o mais abrangente e respeitado na América, e coloca a Igor Prado Band como a primeira banda de fora dos EUA a conseguir chegar ao Top #1 dos mais executados por lá.

Way Down South traz, além de Rodrigo Mantovani e Yuri Prado, as participações de Kim Wilson, Lynwood Slim, Mud Morganfield, Sugaray Rayford, J.J.Jackson, Rod Piazza, Mitch Kashmar, Wallace Coleman, Randy Chortkoff, Junior Watson, Monster Mike Welch, Raphael Wressnig, Ivan Marcio, Ari Borger, Donny Nichilo e Denilson Martins.

O álbum é dedicado a Lynwood Slim, que morreu em agosto de 2014, e com quem Igor Prado gravou o álbum "Brazilian Kicks" em 2010. Lynwood Slim está presente em duas faixas - You Better Believe It e Baby Won´t You Jump with Me, esta que foi seu último registro em estúdio.

A arte de capa é de Yuri Prado, ilustrando uma highway americana com uma placa indicando a distância para a cidade de São Paulo; e a highway nomeada como LWDSLIM 61, obviamente uma homenagem a Lynwood Slim.

Em entrevista para o site Blues Junction, Igor esclarece que a arte da capa conta muito da história do grupo, afinal estão muito longe de onde essa música vem, e a highway os conecta a todos os grandes músicos e a todos os fãs pela América. Igor afirma ainda que Lynwood foi o responsável por apresentá-lo a todos os músicos convidados no álbum e foi quem o levou pela primeira vez aos EUA.

O repertório de Way Down South é um passeio pelas raízes do Blues do Texas, Chicago e Mississipi em 13 composições, e as sessões foram gravadas nos intervalos das turnês entre 2012 e 2014.


Romero Lubambo - Setembro (Luiz Orlando Carneiro, Jornal do Brasil, 05/09/2015)

O novo álbum de Lubambo, solo (violão acústico e guitarra elétrica), intitula-se Setembro - A Brazilian under the jazz influence. E é apresentado pela gravadora como “um fabuloso retrato auditivo de um músico que faz a ponte entre o jazz e a música popular brasileira, e entre o violão acústico e a guitarra elétrica jazzística”. O “anúncio” não é exagerado quanto ao adjetivo “fabuloso”, que é adequado para qualificar o coração, a cabeça e os dedos mágicos desse carioca-novaiorquino que respira e transpira música da melhor qualidade, independentemente de qualquer rótulo.

No recém-lançado Setembro, Lubambo volta a tocar sozinho, e dá uma aula magna de guitarra, variando entre a acústica e a elétrica, na interpretação de 12 peças, das quais cinco já integradas ao cancioneiro brasileiro, quatro do American songbook e três de sua autoria.

O programa começa justamente com Influência do jazz (5m45), “bossa nova” clássica de Carlos Lyra, e termina com Preciso aprender a ser só (2m40), da dupla Marcos e Paulo Valle, ambas dedilhadas no violão puro, sem mistura. Assim como Joana francesa (3m45), de Chico Buarque; Setembro (4m15), de Ivan Lins e Gilson Peranzetta; Muriqui (6m10) e Lukinha (4m10), de autoria de Lubambo.

Na guitarra elétrica, o virtuose prefere exibir a sua arte – sempre com swing e harmonias jazzísticas – em Darn that dream(3m30), Love letters (4m35) e Days of wine and roses (5m25). Mas surpreende com uma original recriação de All the things you are (3m15), bem percussiva, no violão, enquanto escolhe o instrumento plugado para discorrer sobre Meditação (5m), de Tom Jobim, e Nira (5m10), balada de sua lavra.

O álbum Setembro - A Brazilian under the jazz influence é mais um gol de placa de Romero Lubambo, considerado um dos maiores e mais requisitados guitarristas (ou violonistas) do planeta. Seja como solista, seja como sideman.


Pó de Café Quarteto - Amérika (Material de divulgação)

Amérika é o novo disco do Pó de Café Quarteto. O segundo CD do grupo de Ribeirão Preto (SP), que desde 2008 contribui para manter ativa a cena do jazz e da música instrumental no interior de São Paulo, é todo autoral e traz oito composições assinadas pelos integrantes do grupo. O disco apresenta um Pó de Café Quarteto mais percussivo e explorando novos horizontes musicais.

Fusões do jazz contemporâneo com a música latina, caribenha, africana e brasileira marcam as composições do grupo, que ganhou dois novos integrantes. Formado por Bruno Barbosa (contrabaixo), Marcelo Toledo (saxofone) Duda Lazarini (bateria), Murilo Barbosa (piano elétrico), o Pó de Café passou a contar com a percussão de Neto Braz e o trompete de Rubinho Antunes.

O título Amérika e a capa do disco já funcionam como guias de viagem para o ouvinte. Basta ouvir músicas como El Comandante, jazz com gosto caribenho do baixista Bruno Barbosa, Tango, composição do trompetista Rubinho Antunes e Angostura, do pianista e arranjador Murilo Barbosa, para entender o roteiro de viagem proposto pelo som do Pó de Café Quarteto e embarcar rumo à Amérika.

Bruno Barbosa, baixista, compositor e fundador do grupo, explica o som atual do Pó de Café Quarteto. “No Amérika fica muito claro que gostamos de improvisação, mas não de grandes abstrações musicais. As ideias de grooves, linhas de baixo, acordes ostinato, riffs, foram guiando o trabalho, e talvez elas sejam parte de uma estética do Pó de Café, se é que ela existe. Quem ouviu o primeiro disco vai nos reconhecer nesse CD também, pois os temas são bem melódicos, composições bem claras e estruturadas, mas as diferenças aqui são os grooves mais ácidos, com a adição da percussão e do piano elétrico, o que nos deu inspiração para algumas improvisações mais ousadas e maiores possibilidades de textura sonora".


Camilla Inês - The Rhythm of Samba (Rosualdo Rodrigues)

Gravado no Estúdio Power, em Brasília, The Rhythm of Samba surpreende quem conhece Camilla por meio de Jazzmine, seu primeiro disco. Ali, standards como Speak Low e Cry me a River ganhavam um delicioso toque de brasilidade que por si só justificava a regravação, por uma estreante, de músicas já tão conhecidas em tantas grandes vozes. Agora, é como se ela percorresse o caminho contrário, partindo de terreno bem brasileiro em direção a elementos do jazz americano.

Se Jazzmine sugeria meia-luz e ambientes internos, The Rhythm of Samba é mais calor de sol que de lareira, remete a claridade e brisa. Isso fica evidente a partir do canto de Camilla Inês, mais aberto, por vezes mais rasgado, chegando a lembrar a jovem Elza Soares na suingada (e ponto alto do disco) com a música Talvez Eu te Encontre por Aí, parceria dela com Roberto Menescal. Ou na faixa que dá título ao trabalho, um samba-jazz assinado por Jorge Camargo e Gladir Cabral, que leva o nome do EP The Rhythm of Samba.

De Gladir há outro delicioso achado no curto repertório, O Cartola Falou, cuja letra faz um interessante jogo de ideias com versos e títulos de sambas clássicos do mestre carioca. E J. Evaristo Neto é autor da quarta faixa (segunda na ordem do disco), Melhor Entender, um samba-canção que envereda pela linha dor de cotovelo e aparece como um contraponto no alto astral de The Rhythm of Samba.

Cristóvão Bastos (piano), João Lyra (violão), Oswaldo Amorim (baixo acústico), Misael Barros (bateria e percussão e produção), Moisés Alves (flugelhorn) e Carlos Pial (cuíca e surdo) formam um afiado time a dar suporte para que a cantora navegue com tranquilidade nessa viagem. Aliás, o clima de camaradagem rondou a produção, feita de forma independente e baseada mais na amizade do que nas cifras. Esse “grande mutirão em prol da boa música”, como Camilla Inês define. A mixagem ficou a cargo do experiente Vitor Farias e a masterização com Ricardo Garcia.


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