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Os 45 melhores conjuntos de jazz de todos os tempos

Para comemorar o 45º aniversário da Jazz Times, os editores da influente revista especializada pediram a 60 críticos e/ou músicos que listassem de cinco a 10 conjuntos (de trios a nonetos) por eles considerados os melhores combos de jazz de todos os tempos.

18/08/2015 - Luiz Orlando Carneiro, Jornal do Brasil, 15/08/2015

Os resultados consolidados dessa lista muito especial dos 45 mais importantes (ou significativos) small groups jazzísticos,de um ponto de vista histórico, pode ser lida e discutida na edição digital da JT de setembro deste ano, já disponível para os assinantes. Os critérios seguidos pelos “eleitores” convidados foram, principalmente, comunicação, empatia e “confluência única de personalidades individuais”.

Os 10 primeiros conjuntos do “listão” foram os seguintes (pela ordem), destacados os seus líderes:

1) John Coltrane
O “quarteto clássico” (Coltrane, saxes tenor e soprano; McCoy Tyner, piano; Jimmy Garrison, baixo; Elvin Jones, bateria), que gravou A love supreme (Impulse,1964).

2) Miles Davis
O “segundo grande quinteto” (Davis, trompete; Wayne Shorter, sax tenor; Herbie Hancock, piano; Ron Carter, baixo; Tony Williams, bateria). Dentre os registros desse quinteto (1964-68), destaque para o álbum Miles smiles (Columbia Legacy).

3) Ornette Coleman
O quarteto que “proclamou” o free jazz, em 1959, a partir do LP The shape of jazz to come (Atlantic, 1959), com Coleman (sax alto), Don Cherry (corneta), Charlie Haden (baixo) e Billy Higgins (bateria).

4) Miles Davis
O “primeiro grande quinteto/sexteto” (Davis, trompete; Cannonball Adderley, sax alto; John Coltrane, sax tenor; Red Garland, piano; Paul Chambers, baixo; Philly Joe Jones, bateria). O disco mais celebrado desse quinteto (sem Adderley) foi Round about midnight (Columbia, 1955-56).

5) Louis Armstrong
Os conjuntos Hot Five e Hot Seven (1925-27), registrados pela Okeh e preservados pela Columbia (Armstrong, corneta; Kid Ory, trombone; Pete Briggs, tuba; Johnny Dodds, clarinete; Johnny St.Cyr, banjo; Lil Hardin, piano; Baby Dodds, bateria).

6) Bill Evans
O primoroso trio (1959-61) do pianista com Scott LaFaro (baixo) e Paul Motian (bateria), registrado, originalmente, em dois álbuns do selo Riverside: Sunday at the Village Vanguard e Waltz for Debby.

7) Art Blakey & The Jazz Messengers
O sexteto do lendário baterista com a formação do período 1961-64 (Blakey, bateria; Freddie Hubbard, trompete; Curtis Fuller, trombone; Wayne Shorter, sax tenor; Cedar Walton, piano; Jymie Merritt ou Reggie Workman, baixo). Os LPs mais representativos desse sexteto foram Caravan (Riverside, 1962) e Free for all (Blue Note, 1964).

8) Weather Report
O grupo fusionista liderado pelo tecladista Joe Zawinul, com a escalação do período 1976-81, que incluía Wayne Shorter (saxes), Jaco Pastorius (baixo elétrico), Manolo Badrena ou Robert Thomas Jr (percussão).

9) Charlie Parker/Dizzy Gillespie
The Quintet (Parker, sax alto; Gillespie, trompete; Bud Powell, piano; Charles Mingus, baixo; Max Roach, bateria). Os cinco founding fathers do bebop gravaram, em 1953, ao vivo, no Massey Hall (Toronto, Canadá), o quintessencial LP intitulado The Quintet. Foi a única vez em que os cinco gênios do jazz gravaram juntos.

10) Charlie Parker Quintet/1947
O conjunto responsável pelas sagradas matrizes Savoy que perpetuaram, numa mesma sessão, Donna Lee, Chasin the Bird, Cheryl e Buzzy (Parker, sax alto; Miles Davis, trompete; Bud Powell, piano; Tommy Potter, baixo; Max Roach, bateria).


COMENTÁRIOS

1) É, no mínimo, lamentável que a pontuação dos críticos e/ou músicos convidados pela Jazz Times para selecionar os 45 mais importantes/significativos pequenos conjuntos de jazz de todos os tempos tenha colocado em 9º e 10º lugares os dois quintetos liderados por Charlie Parker. E atrás do Weather Report!

2) Também lamentável: Dois quartetos de Thelonious Monk (o de 1957-58, com John Coltrane, e o de 1964-69, com Charlie Rouse) só conseguiram as pontuações necessárias para chegar em 25º e 28º lugares. E o sexteto de Charles Mingus de 1964 ficou escondido na 27ª colocação.

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