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Pedro Martins ganha competição de guitarra no Montreux Festival

Pedro Martins, de 22 anos, foi premiado na 49ª edição do tradicional Montreux Jazz Festival, na Suíça. O músico é vencedor na competição Socar Guitar Competition, favorito do júri e do público. Antes de Pedro, somente um brasileiro tinha conseguido a façanha, o paulista Leandro Pellegrino, há dois anos.

Pefro Martins no Festival de Montreux (1,2 e 3), Hamilton de Holanda, Reco do Bandolim e Daniel Santiago.

20/07/2015 - Correio Braziliense, postado em 09/07/2015 e atualizado em 15/07/2015.

Fiquei muito feliz quando descobri que tinha ganhado. É muito gratificante ter o trabalho reconhecido por gigantes como Kurt Rosenwinkel e John McLaughlin, comemora. Agora, além do prestígio internacional e de fazer parte do Montreux Jazz Academy, Pedro vai ganhar 5 mil francos suíços, gravará um disco naquele país e será convidado para se apresentar no festival em 2016.

O músico do Gama ficou em primeiro lugar e superou nomes como o cubano Héctor Quintana, segundo lugar; e o alemão Sebastian Böhlen, terceiro lugar. Quando o presidente do júri anunciou o meu nome, me veio à mente toda a trajetória que percorri. Tudo o que artisticamente armazenei foi colocado ali, naquele palco em Montreux, Pedro Martins.

Para se inscrever, ele enviou o registro de três composições (as autorais "Naked blues" e "Terra da alma", além de um solo de guitarra de "Água de beber", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e o currículo. Para embarcar para a Suíça, Pedro contou com apoio do Programa de Passagens do Fomento e Incentivo Cultural do Distrito Federal (FAC-DF).

O músico chegou a Montreux um dia antes da semifinal e aproveitou para ensaiar. “Tive tempo para conhecer a impressionante estrutura física do festival, e de assistir à apresentação da banda inglesa Portishead”, conta. Na semifinal, éramos 10 concorrentes. Havia guitarristas de Alemanha, Inglaterra, Canadá, Cuba, Argentina, Colômbia, China e dois de Israel, acrescenta.

Apesar da pouca idade, Pedro tem um currículo extenso. Aos 11 anos formou sua primeira banda, o Fator RH, com músicas de rock. Aos 13, participou de seu primeiro festival de jazz, no Teatro da Caixa, com Hermeto Pascoal, um de seus ídolos. Aos 18, lançou seu primeiro disco, Sonhando alto, com nove faixas – o álbum foi gravado no Rio de Janeiro e lançado em grande estilo na sala Cássia Eller, da Funarte, em Brasília.

Já dividiu o palco com Milton Nascimento, foi guitarrista e violonista da banda de Ellen Oléria, tocou com o brasiliense Hamilton de Holanda e viajou em turnê com o Teatro Mágico. Há dois anos, desenvolve o projeto Retrô contemporâneo, com shows de música eletrônica improvisada, e recentemente foi para Nova York gravar com o percussionista brasileiro Mauro Refosco, que integra a banda Red Hot Chilli Peppers.


DEPOIMENTOS

Hamilton de Holanda

O instrumentista brasileiro Hamilton de Holanda, que está numa turnê em Roma, conta que recebeu a notícia pelo WhatsApp e se declarou emocionado. Fiquei todo arrepiado quando recebi a notícia desta vitória do Pedrinho. Muito merecido esse reconhecimento que vai abrir as portas do mundo para ele. Pedro está preparado para isso, tem o espírito leve e a música profunda, comemora Hamilton.

Ademir Junior
Um dos professores de Pedro Martins na Escola de Música de Brasília, Ademir Junior, conta que além de guitarra, seu principal instrumento, ele também toca com maestria bateria e piano. Pedro é um fenômeno. O primeiro show dele foi como integrante da minha banda de jazz, fizemos dois ensaios, e ele executou todas as músicas sem partitura, conta o maestro. Para Ademir, o prêmio recebido por Pedro na Suíça o coloca numa posição de destaque no cenário artístico mundial. Ele é o fenômeno da música brasileira hoje. Foi avaliado pelos melhores guitarristas do mundo, explica Junior.

Daniel Santiago, violonista e guitarrista
Pedrinho, ainda com pouca idade, é um dos músicos mais completos que conheço. Ele toca MPB, rock e jazz com igual talento e competência. Não me surpreendeu essa conquista em Montreux, pois temos estado próximos desde 16 anos, quando produzi Sonhando alto, o primeiro disco dele.

Reco do Bandolim
músico e fundador do Clube do Choro, tradicional reduto de "chorões" e local de apresentação de grandes músicos nacionais e internacionais, conta que já viu Pedro tocar diversas vezes e ressalta que é um privilégio escutá-lo. Ele tem uma característica muito interessante, ele nunca se coloca à frente da música, ele se coloca dentro. Ele está a serviço da música, elogia. Ele merece! É um jovem com um futuro enorme pela frente e é um orgulho enorme para nós brasilienses, comemora Reco, que recebeu a notícia com bastante alegria.

Oscar Azevedo, pai
Morador da Ponte Alta do Gama, ele praticamente nasceu fazendo música. O pai, Oscar Azevedo, é o grande incentivo da música no mundo do jazzista, mas não gosta de levar os créditos. Eu comprava instrumento, levava para shows, para a Escola de Música de Brasília, mas ele aprendeu tudo sozinho, é um autodidata. E agora vejo que todo esforço valeu a pena. Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida.

YOUTUBE

Pedro Martins Quarteto
Seven Days of Falling
Smells Like Teen Spirit

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