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Nova safra mineira: Fred Selva, Samy Erick e Gil Costa

Durante a edição 2015 do Savassi Festival serão feitos lançamentos de CDs. Dentre eles, o Clube de Jazz destaca três, todos eles da cena jazzística mineira: Fred Selva com ‘A Estranheza e o Poliglota', Samy Erick com 'Rebento' e Gil Costa com 'Ticonino'.

Fred Selva (1,2,3); Samy Erick (4,5,6) e Gil Costa (7,8). (foto: Tuane Fernandes - Fred Selva 1 e 2)

01/07/2015 - Wilson Garzon

Fred Selva lança ‘A Estranheza e o Poliglota’

Fred Selva, vibrafonista e compositor, formado em percussão pela UFMG estudou com Naná Vasconcelos e Florent Jordelet, entre outros. Participou de gravações como o disco “Niños” de Pablo Passini (ganhador do premio Marco Antônio Araujo 2014) e Darcy James Argue & Big Band do Palácio das Artes. Foi vencedor do Prêmio BDMG Instrumental 2015, um dos mais importantes para a cena musical mineira.

Selva lança o seu primeiro disco “A Estranheza e o Poliglota” pelo Savassi Festival 2015. Segundo o texto do release, “Fred Selva apresenta ao público o encontro entre a ‘Estranheza’, que não acredita no feio ou no bonito, e o ‘Poliglota’ que não acredita no certo ou no errado, esse dois personagens surreais constroem a trama, sobre a qual o grupo toca as músicas inusitadas e surpreendentes”. Em entrevista ao Clube de Jazz fala sobre suas expectativas em relação ao lançamento, divulgação e a projetos futuros.

Show
04/07 CCBB – Pça da Liberdade, 20h00 - Entrada: R$ 10,00.

Entrevista

Wilson Garzon - Você irá lançar, no dia de abertura do Festival (04/07) o cd "A Estranheza e o Poliglota". Qual é o conceito desse seu trabalho? Há um roteiro relacionando as músicas?
Fred Selva - Eu penso esse disco como o percurso de um daqueles brinquedos de terror de parque de diversões. Tem que contar uma história, passar por várias experiências e depois devolver o ouvinte pro lugar, na esperança de que esse percurso tenha tocado alguém. Para isso, além das 11 faixas (algumas são vinhetas curtas), tem também as fotos incríveis da Tuane Fernandes, fotógrafa paulista, parada obrigatória, além de um pequeno conto, A Estranheza e o Poliglota, que serve como um possível guia para a audição, ou mesmo um release literário do disco. É uma história absurda sobre o encontro desses dois personagens surreais, o que eles conversam, o que eles pensam e o resultado musical daquilo.

WG - Que músicos participaram do projeto de gravação? No palco serão os mesmos músicos?
FS - Na base do disco está um sexteto formado por mim e pelos músicos que, desde antes de eu começar a tocar vibrafone, sonhava em tocar com eles. Jamais imaginei que realizaria esse sonho tão rápido. Joana Queiroz (clarinete e clarone), Breno Mendonça (sax tenor e soprano), Pablo Passini (guitarra), Frederico Heliodoro (baixo) e Felipe Continentino (bateria). Além deles, um trio de cordas passeia pelo disco, dando um colorido diferente em alguns momentos: Guilherme Pimenta (violino), Bruno Paiva (viola) e Jayaram Márcio (violoncelo).

WG - Como está pretendendo fazer a divulgação do CD?
FS - Esse é um assunto complicado. Sabemos que a música instrumental não vende muitos discos. Temos alguns shows marcados e queremos fazer mais, em outros estados também. Acho que esses shows, junto com um site que estamos preparando, mais a ajuda dos amigos, vai fazer a divulgação para mim. Estou apostando nesse disco porque ele é diferente do que se tem produzido aqui em BH e no Brasil. Acho que estou criando sonoridades novas e quero investir nisso. Fui premiado pelo BDMG Instrumental esse ano, fomos aprovados num edital concorrido da Fundação Municipal..estou esperançoso que vai rolar trabalho e, com isso, o disco vai rodar.

WG - Há outros projetos em que você está participando atualmente? E em relação ao futuro?
FS - Além desse trabalho autoral, participo do corpo do grupo O Vitelo C, que é um coletivo de improvisação. Tem música, dança e o-que-mais-vier. Estamos investindo muito nesse trabalho e acredito que, em breve, O Vitelo C vai pintar por aí com força. Estou trabalhando no novo projeto do Pablo Passini, que é um compositor incrível e está produzindo coisas lindas, além de acompanhar outros grupos. Mas, ainda nesse ano, vou iniciar outro projeto, em parceria com um cantor muito bom... mas, deixa ser surpresa.

Youtube - Fred Selva


Samy Erick lança CD 'Rebento'

Violonista, guitarrista, compositor e produtor musical, Samy Érick é bacharel em música pela UEMG. A música na vida de Samy Erick começou de forma autodidata e, na Escola de Música da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), orientado pelo professor Alvimar Liberato, teve a oportunidade de desenvolver as suas técnicas e musicalidade.

Além de seu projeto pessoal, o belo-horizontino Samy Erick Quarteto, o músico atua nas formações Breno Mendonça Sexteto, Gil Costa Quinteto e Leo Pires Quarteto. Vencedor do Prêmio BDMG Instrumental 2014, o músico apresenta músicas inéditas do seu primeiro disco, Rebento, que explora de forma autêntica e criativa as nuances da música brasileira.

Show

Dia 6 de julho, segunda, às 19h30, no Anfiteatro do Pátio Savassi. Entrada gratuita.

Entrevista

Wilson Garzon - No dia 06/07, você está lançando o cd "Rebento". Qual é o conceito desse seu trabalho?
Samy Erick - Em primeiro lugar gostaria de avisar que o disco infelizmente não ficara pronto a tempo do festival, portanto, este show será de pré-lançamento. O conceito deste trabalho é de uma viagem pelos ritmos brasileiros (forró, samba de roda, ijexá, bossa nova, choro e samba jazz) misturados a outras influências como a música mineira, africana e o jazz. O disco surgiu da ideia de reunir minhas composições recentes e antigas, que já fizeram parte do show que apresentei no Premio BDMG Instrumental no ano passado (2014), com arranjos que ligam esta mistura de ritmos. “Rebento” é a ideia de que este disco é conseqüência de uma semente, é uma cria que está sendo gerada, está por nascer e que terá vida própria como toda música e arte.

WG - Que músicos participarão das gravações? Os que irão tocar no Pátio Savassi serão os mesmos?
SE - O disco conta com o seguinte time: Samy Erick (Violão e Guitarra), Gladston Vieira (Bateria), Aloizio Horta (Baixo), Breno Mendonça (Sax tenor e soprano), Wagner Souza (Trompete), Serginho Silva (Percussão). E também tive nas gravações, as participações de: Alexandre Andrés (Flauta), Leonardo Brasilino (Trombone) e Nailor Proveta Clarineta e Sax).
No show do Anfiteatro, a formação será: Samy Erick (guitarra), Breno Mendonça (saxofone), Aloizio Horta (Baixo), Wagner Souza (trompete) e Gladston Vieira (bateria).

WG - Há outros projetos em que você esteja participando atualmente? E em relação ao futuro?
SE - Estou participando com muito orgulho dos discos de alguns amigos como Leonardo Brasilino, Gil Costa, Carol Serdeira e Breno Mendonça, Marcelo Jiran entre outros... e acompanhando alguns destes artistas. Em relação ao futuro, espero que “Rebento” seja conhecido no momento certo pelas pessoas certas em todos os lugares possíveis e que leve boas energias a todos.

Youtube - Samy Erick


Gil Costa lança o CD 'Ticonino'

Gil Costa é mineiro, nascido em Governador Valadares. É saxofonista, arranjador e compositor. Aos 18 anos mudou-se para Belo Horizonte, onde se formou em Música Sacra, pela Faculdade Batista de Minas Gerais e em Música Popular, pela Bituca – Universidade de Música Popular do Grupo Ponto de Partida em Barbacena. Neste ano, lança o seu álbum “Ticotino” como parte da programação do Savassi Festival.

Show

Gil Costa lança o CD “Ticonino” – Show BeeBop Dia 8 de julho, quarta, às 20h, no Café com Letras Savassi. Couvert Artístico: R$ 12,50.

Entrevista

Wilson Garzon - No dia 08/07, você está lançando o cd "Ticonino". Qual é o conceito desse seu trabalho?
Gil Costa - Sou muito fã da música mineira (Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Juarez Moreira e outros): considero que são músicas complexas, porém com um soar simples e singelo. Meu primeiro disco é uma homenagem aos meus filhos Davi e Matheus, onde retrato através das canções as características que mencionei acima.

WG - Que músicos participarão das gravações? Os que irão tocar no café com Letras serão os mesmos?
GC - Da gravação: Esdras Neném, Enéias Xavier, André Limão Queiroz, Marcus Abjaud, Samy Erick, Breno Mendonça, Paulo Costa, Wagner Barbosa e outros.
Do show: Fernando Delgado - bateria, Wagner Souza - Trompete, Bruno Vellozo - contrabaixo acústico e Felipe Villas Boas - guitarra.

WG - Há outros projetos em que você esteja participando atualmente? E em relação ao futuro?
GC - No momento estou concentrando minhas forças somente no trabalho. Aliás, muito trabalho pela frente com o lançamento de "Ticonino". E como fui um dos ganhadores do XV Premio BDMG de Música Instrumental, alguns shows já estão com data marcada.

Youtube - Gil Costa

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