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Presença de Guillermo Klein no Brasil

Pela primeira vez, o pianista, compositor e bandleader argentino Guillermo Klein aporta em terras brasileiras. Na atualidade, Klein é um dos três músicos mais influentes e criativos do jazz contemporâneo argentino. Ele irá se apresentar em três shows no Savassi Festival que irá acontecer entre os dias 04 e 12 de julho. Imperdível.

22/06/2015 - Wilson Garzon

Klein, entre seus vários projetos, trabalha mais assiduamente com dois grupos: Guachos e Base de Nave. Aqui, para o Festival, quem estará presente será a Base de Nave com a seguinte formação:

Richard Nant (percussão), Juan Cruz de Urquiza (trompete - convidado especial), Patricio Carpossi (guitarra), Matias Mendez (baixo), Guillermo Klein (piano e voz) e Sergio Verdinelli (bateria).

Wilson Garzon - Você vai fazer dois shows no Savassi Festival com sua banda Base de Nave no formato sexteto, nos dias 11 e 12 de julho. O que poderia adiantar ao público sobre a música que irá apresentar?

Guillermo Klein - Vamos tocar músicas escritas, temas de texturas rítmicas interessantes como "Burrito Hill", "Miula", "Argentina", "Mariana"; canções como "Moreira", "Carrera", "La Cancion que falta". Estou trabalhando em algumas peças que necessitam de habilidade para instrumentos de sopro, como "Venga", "La Ultima" e outras peças novas. A maioria dos temas são meus, mas também iremos tocar alguma obra do Cuchi Legizamon e fazer um arranjo para um coral de Messiaen (O Sacrum Convivium).

WG - Sua banda é composta por músicos de muito talento e história dentro da cena jazz de Buenos Aires. Conte-nos um pouco de cada um.

GK - Tenho tocado com Richard, Matias, Sergio, Juan Cruz e Patricio por muitos anos; cada um deles toca em muitos projetos (se começasse a listá-los, isso seria transformado num papiro sem fim), além de terem seus próprios grupos e serem compositores de primeira classe. Eu sinto que eles acrescentarão muito à música que vou apresentar: muita paixão e poesia.

É muito boa a batida de Richard e a cadência rítmica de Sergio; Matias, Patricio e eu nos entendemos muito bem harmonicamente; Juan Cruz é um solista superlativo: nós gravamos juntos muitas músicas de várias vertentes, como as dos cds, "Domador de Huellas" (músicas de Cuchi), "Una nave" e "Live at the Village Vanguard" (com a cantora Liliana Herrero). Tenho orgulho em trilhar o caminho com eles e agora, compartilhá-los no Savassi Festival.

WG - No domingo de manhã (12/07) também estará presente, juntamente com o grupo de Thiago Barros. Você participou da gravação do cd?

GK - Eu não gravei no CD do Tiago, mas por acaso o conheci em Basileia (Suíça), onde lecionei e ele participou em alguns projetos de Big Band comigo. Sua música é muito melodiosa e inspirada; eu estou feliz que ele me convidou e será um prazer compartilhar a música com ele e seus amigos.

WG - Dentro da cena jazz brasileiro, você já esteve em outros festivais / eventos? Em sua opinião, que já está tendo um maior intercâmbio entre músicos de jazz do Brasil e da Argentina?

GK - Curioso, mas eu nunca estive no Brasil, nem por turismo. Claro que conheço muitos músicos brasileiros e adoro a música. Da nova geração posso dizer que ela é muito aberta e abrangente, algo que considero uma atitude muito positiva. Dessa geração, eu gosto de Vitor Gonçalves, a quem conheci recentemente em Nova York; espero que possamos trabalhar juntos em algum projeto.

WG - No que diz respeito futuros projetos, o que podemos esperar de arte e criação musical de Guillermo Klein?

GK - Acabei de gravar um álbum com os Guachos dentro de uma linha de música simétrica, na realidade, um projeto muito abstrato. Em agosto irei tocar com Base de Nave e Liliana Herrero num novo centro cultural em Buenos Aires, que me disseram que é deslumbrante. Também apresentarei na Argentina a suíte Eternauta para orquestra de câmara.

No final desse ano sairá um disco que gravei com Rebecca Martin, Larry Grenadier e Jeff Ballard: um grupo chamado Upstate, onde fazemos canções e quase nenhuma improvisação.

Em Novembro, vou tocar num concerto para Big Band + Mark Turner baseado na música do compositor checo chamado Martinu, um caminho que tenho variado bastante, ultimamente. Eu me mudei para Nova York há um ano e meio atrás, e tudo continua se redefinindo.
Estou muito animado para estabelecer uma ligação musical com o Brasil, terra de grande música.


INTERNET

Para melhor conhecer a história e o processo criativo de Guillermo Klein:

Entrevista - Clube de Jazz

YOUTUBE

Guillermo Klein


Va Roman
Miula
The Snake

Juan Cruz de Urquiza

Convivencia
Mingus medley

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