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Sintonize o 'Vibe Station' de Scott Henderson

Com um impecável trabalho ao longo dos anos como líder do seu trio inovador, co-líder do grupo Tribal Tech e do HBC The Super Trio, e ainda sideman de alguns dos melhores artistas de jazz de sua geração, Scott Henderson acompanhado pelo baixista Travis Carlton e o baterista Alan Hertz, lançou no dia 01 de maio de 2015, o seu novo álbum “Vibe Station", projeto instrumental com uma textura versátil que antecipa outro momento sonoro. Sua música tem como base o blues, mas também elementos do rock, jazz e funk e um rico conteúdo harmônico.

Scott Henderson, o baixista Travis Carlton e o baterista Alan Hertz.

01/06/2015 - Marília Giller

Depois de sua estada no Brasil em agosto de 2014 com HBC The Super Trio em São Paulo, no Bourbon Street Jazz com Jeff Berlin (baixo) e Billy Cobham (bateria), e entre suas tournées pelo mundo, se dedicou a finalização das nove composições do novo álbum e é sobre isto que vamos conversar com Scott Henderson.

Marilia Giller – Nos dias de hoje, diante da alta tecnologia, existe a facilidade de fazer os registros fonográficos muitas vezes, no conforto do lar, utilizando recursos digitais e virtuais em equipamentos de ponta. Este álbum foi uma produção longa e além de ter sido editado por você, ele foi gravado e mixado pelo baterista Alan Hertz e masterizado por Joe Gastwirt. Como foi o processo de gravação do “Vibe Station”?
Scott Henderson - Nós já vinhamos tocando esse repertório ao vivo em algumas tournées, então eu senti que estava pronto para ser gravado, mas depois de gravá-la, ouvi que havia a possibilidade de adicionar novas músicas, sons e texturas para as canções. Eu trabalhei durante meses (entre as tournées) gravando vários canais de guitarra uns sobre os outros, o que é uma pratica complicada. Eu não queria fazer a música soar muito confusa, mas eu queria melhorá-la em relação ao modo de como nós tocamos ao vivo.

Gravamos todo o material, usando apenas o computador, em 24 Bits/96Khz, e usamos somente plug-ins. O projeto nunca saiu do computador, e também geramos a mix final dentro do computador. Em seguida, dei a Joe Gastwirt, que transferiu o projeto para uma fita de meia polegada antes de masterizar. A fita faz uma coisa mágica - este processo comprime suavemente a música por isso não há necessidade de usar compressor de áudio. A fita também muda a característica do som super digital do computador para um produto final soando mais macio.

MG – Das composições que você gravou, notamos que algumas músicas transitam pelo Blues outras tem a forma AABA e outras tem, podemos dizer, a tua ‘assinatura’ muito forte, com estruturas, formas e acordes mais abertos e grooves mais pesados e intensos em meio a este transito entre o Blues, o jazz, o Rock, o funk como você classifica tua música? O Jazz Fusion da conta de rotular a sua obra?
SH - Eu gosto de muitos tipos de música e não sinto que eu preciso fazer gravações com um único tipo de música neles. The Covered Head é jazz, Vibe Station é funk, Dew Wut é country, blues ... é tudo diferente e apenas é o que é. Os meus álbuns não podem ser rotulados porque eles são muito esquizofrênicos. (risos)

MG – Fale sobre o que o motiva a construir suas composições, elas surgem de sensações ou você é mais racional e técnico ao buscar a perfeição de sua música?
SH - Eu não acredito em inspiração - é muito fácil ter uma desculpa para não fazer o meu trabalho. Se eu só escrever quando estiver inspirado, eu vou trabalhar apenas algumas semanas por ano. Eu só acordo, sento e trabalho. Eu escrevi algumas das minhas melhores músicas quando eu não estava com vontade de compor nada. Um famoso compositor disse que "a parte mais difícil de compor é a aplicação da bunda na cadeira".

MG – Na maioria das músicas do “Vibe Station”, você utilizou guitarras em diferentes camadas, assim como pedais e outras combinações sonoras. Que equipamento você utilizou?
SH - Eu usei principalmente dois amplificadores, um Marshall 1971 e um Fender Bandmaster, 1964 ambos de John Suhr. A guitarra principal foi a minha Suhr strat amarela, mas para as outras camadas eu usei uma Gibson Les Paul, uma Jerry Jones barítono, e alguns violões acústicos Larravee de 6 e 12 cordas. Eu usei um Xotic RC Booster como o boost pedal, principal e um Klon Centaur como o principal pedal de distorção. Eu também usei cerca de 50 outros pedais e plug-ins - demais para mencionar.

MG – Você sempre se preocupa em produzir materiais que auxiliam os fãs a se aproximarem de suas músicas, como álbuns, partituras, vídeo aulas, aulas on-line e grupos de discussão. Como os fãs podem acessar o material do “Vibe Station”?
SH - Eu estou oferecendo uma versão play-along do Vibe Station – os músicos poderão desligar o baixo, a bateria ou as faixas de guitarra e tocar junto. As partituras estão disponíveis com estas versões.
Também tenho uma message board onde eu respondo perguntas em:
http://online-discussion.dhenderson.com/ScottHenderson/viewforum.php?f=13&sid=e7e1ade39477dba1072292fba067f206
E além disso ofereço aulas no Skype e no meu site: scotthenderson.net

MG – Sabemos que a mídia é essencial para a divulgação de produções sonoras, como você vê o espaço na mídia radiofônica para o Jazz Fusion, e em particular para a tua música? Que tipo de som você procura sintonizar quando não esta tocando?
SH - Meu produtor tem enviado para mim as listas de estações de rádio que estão tocando o álbum novo. Eu tenho certeza que a maioria deles são estações de rádio da faculdade, não as grandes rádios comerciais que nunca tocam esse tipo de música. Eu mesmo, nunca escuto rádio, apenas o meu iPod. Eu escuto todos os tipos de músicas diferentes, de Beyonce até Mozart, de Van Halen até Coltrane. Eu não tenho nenhum tipo favorito de música em particular, embora, Weather Report sempre foi uma das minhas bandas favoritas.

MG – O Trio finalizou em abril uma tournée na Europa, qual a previsão de ouvir o trio na América do Sul?
SH - Nós temos alguns shows na América do Sul durante outubro e novembro deste ano. Mas ainda não tenho as datas exatas.

Equipe Clube de Jazz

Entrevista: Marilia Giller
Tradução e revisão: José Carlos Fialla
Apoio: Victor França

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