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Sugestões para essa época

Nesse período de segundo turno de eleições, nada melhor que uma pausa para sugerir ótimas pedidas de jazz: o último trabalho do genial pianista italiano Stefano Bollani, a revisão dso 50 anos de estrada do baterista Pascoal Meirelles, a África revisitada pelo bluseiro Adriano Grineberg, o lirismo criativo de Túlio Mourão & Rafa Castro e d'além mar, o surpreendente MoFrancesco Quintetto.

14/10/2014 - Wilson Garzon

Stefano Bollani – Joy in spite of everything (Luiz Orlando Carneiro, Jornal do Brasil, 27/09/2014)

A etiqueta de Manfred Eicher (ECM), Bollani, lança "Joy in Spite of Everything", ou seja, “alegria apesar de tudo”. As peças – em allegro vivace, em moderato cantabile ou mesmo em andante – são arranjadas e interpretadas pelo líder em formações diversas (quinteto, quarteto, trio, duo), na companhia de seus dois sidemen habituais, os holandeses Jesper Bodilsen (baixo) e Morten Lund (bateria), mais os celebrados Mark Turner (sax tenor) e Bill Frisell (guitarra).

A faixa-título (5m55), em trio, é a última e a menos extensa do menu, com o ás do piano voando solto a partir de um tema simples, mas muito cativante. No primeiro “prato”, "Easy Healing" (9m25), de tempero caribenho, o sax envolvente de Mark Turner, à la Charles Lloyd, levita por sobre o quarteto piano-baixo-bateria-guitarra. A ainda mais animada "No Pope, no Party" (8m05) é também interpretada pelo quinteto, com bom espaço para os solos de Turner e do guitarrista Frisell. Este último e Bollani são ouvidos, em duo, na minimalista Teddy (7m), e tocam a balada Ismene (8m45), em quarteto.

As demais composições do CD são: as especulativas Tales from the time loop (9m30) e Vale (12m20), em quinteto, com a dupla Bollani-Frisell abrindo sempre os trabalhos para os solos de Turner; a balada Las Hortensias (8m30), em quarteto (sem Frisell, mas com um belíssimo solo do saxofonista); Alobar e Kudra (6m), em trio, avivada por passagens contrapontísticas do virtuose do teclado.

Pascoal Meirelles - "50"

Referência para toda uma geração de músicos, o baterista, compositor e arranjador Pascoal Meirelles, que acaba de completar 70 anos, comemora ainda os cinquenta anos de sua brilhante carreira nacional e internacional com o lançamento do cd autoral "50", uma produção independente e bem cuidada. "Afinal, completar 50 anos de carreira e estar atuante num mercado de trabalho tão competitivo, é uma alegria imensa.

Pascoal, que assina a produção musical ao lado de Ugo Marota, dedicou-se durante três meses a ouvir e escolheu a dedo dos seus 17 discos já lançados, doze canções que comporiam o seu "50". Estão lá reunidas uma pequena mostra de sua criatividade e inventividade de sua longa carreira, como "Suíte 1982" com arranjo para nove instrumentos, "Tom" composta para homenagear o grande compositor, com quem gravou em 1979 em New York. Não podia faltar uma homenagem ao Cama de Gato com "Caribe's Dreams", gravada no quarto cd do grupo; a afetiva "Paula", composta para a sua filha(Material de divulgação)).

Adriano Grineberg – Blues for Africa (Gustavo Cunha, www.33rotacoes.com)

O álbum abre com "Iko Iko", um tema originado de New Orleans com forte raiz africana, cujo refrão original é cantado parte em creole e parte em língua indígena. Gribenerg também traz material da Nigéria, presentes nos temas “Chimo” e “Ekenemu Uwa”, com a participação do compositor nigeriano Rex Thomas, em uma forte parceira em que Thomas compõem em sua lingua nativa, Igbo, e Grineberg soma com a melodia.

Interpreta tradicionais hinos gospel zulu, como "Jikelele", "Akeko", "Kumbaya" e "Syahamba", da primeira metade do século passado; e apresenta a música do norte da Africa em "Toareg Blues", uma homenagem ao povo Tuaregue, muito influentes e presentes de cultura árabe e islâmica, em cuja música o negro entoa o canto de uma forma muito particular, uma evocação. Uma referência ao Sufismo, a divisão mais espiritualizada do Islamismo, cujo povo está ou no Paquistão e Egito ou no Mali, nos extremos, e tem a dança, a música e a arte como forma de atingir a elevação espiritual. Ainda revisitou Bob Marley em "3 Little Words", com a participação da harmônica de Vasco Faé.

A produção do album é de Adriano Grineberg, que faz as vozes, piano, hammond e escaleta, e tem ao lado a guitarra e os violões de Edu Gomes, o contrabaixo de Rodrigo Jofre e a bateria de seu irmão Sandro Grineberg; e ainda convidados muito especiais na voz de Graça Cunha, no contrabaixo de Fábio Sá, na bateria de Daniel Lanchinho e ma percussão de Michelle Abu.

Rafa Castro & Túlio Mourão - Teias

As partituras envelhecidas. Os fios de sisal que se entrelaçam pelo palco do teatro. As cordas de dois pianos unidos em perfeita simbiose. O rabiscar despretensioso de Gerson Guedes, um dos maiores artistas plásticos do Brasil. Teias - Um autêntico emaranhado de vertentes artísticas, tecidas em cores, linhas, luzes, sensações e melodias. O projeto entrelaça duas gerações de músicos mineiros em um momento raro na música brasileira, a reunião de dois pianos.

O formato permite uma enorme riqueza melódica, harmônica, rítmica e de timbres. A concepção do trabalho explora o piano em todas as suas possibilidades, prezando pela liberdade criativa, com muito espaço para improvisação e contribuições individuais para a sonoridade.
No repertório estão composições autorais de Rafa Castro e Túlio Mourão, além de releituras do cancioneiro popular brasileiro, como “O Trem Azul”, de Lô Borges; e clássicos de Milton Nascimento, Tom Jobim, Caetano Veloso, Dorival Caymmi e Noel Rosa(Material de divulgação da gravadora Delira Música)).

MoFrancesco Quintetto – Maloca

Francesco Valente, natural da Italia, vive em Lisboa há 17 anos, onde é licenciado em Música, na Escola Superior de Música de Lisboa. Francesco já tocou contrabaixo e baixo elétrico em inúmeros projetos e festivais, sempre no contexto da World Music, do Pop e do Jazz, e é líder do MoFrancesco Quintetto.

O MoFrancesco Quintetto nasceu em meados de 2011, quando o recital final de Francesco Valente foi apresentado por este grupo, que se exibiu com composições originais. A seguir, o quinteto começou a atuar em Lisboa, em locais onde há programação semanal de jazz. A formação conta com Francesco Valente (contrabaixo), Guto Lucena (sax, clarinete baixo), Johannes Krieger (trompete), Iuri Gaspar (piano), Miguel Moreira (bateria).

Em Maloca, o Quintetto propõe um jazz moderno e sua fusão com música mediterrânea e clássica. O objetivo é juntar à linguagem universal da música improvisada e jazzística uma matriz original e arranjos que transmitam também a essência da música da terra de origem de seus membros (Material de divulgação da gravadora Delira Música)).

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